domingo, 18 de julho de 2010

Torpor

É como o próprio martírio,a própria mortificação.
Só sinto a ausência de respostas a estímulos comuns, sinto a inércia moral.
Meus pensamentos estão tão confusos que estou certa de que nem em mim posso confiar.Oh,insegurança!
Minha decadência já nem é mais duvidosa.Sinto que no fim do túnel nem há mais luz e sim trevas.

Olá tristeza!

Tão infame, insiste em me perseguir. É,em tese, minha vida já virou um jogo de azar.
Ah, meu desejo premente, traga-me de volta o brilho no olhar e afasta de mim a droga de minha contrição, pois, ultimamente, nada cessa a minha culpa e meus pecados.
Espero que um dia meu esplendor moral,meu prestigio,volte a brilhar. Ou então, que eu possa me apaixonar pela amarga tristeza que há em mim.