domingo, 27 de fevereiro de 2011

transborda


Sabe quando você sente que está sendo esquecido? Substituido sem nenhum esforço? Então, dói né?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Quando dizer que me ama.

não se engane,com ninguém

Pensei que meus pensamentos
embrumados estivessem me sufocando e destruindo aquilo que um dia eu acreditei ser amor. Mas não, devia ter confiado mais em mim e não me entregar com tudo o que posso e tenho. Errei. Mas você errou mais ao me deixar aqui, errou ao me abandonar em algum lugar da lembrança esquecida, errou ao querer consertar o que não se pode e errou,e vai continuar errando quando dizer que me ama.
E apesar de confusa e desequilibrada, qualquer dia desses eu ainda vou te dizer a falta que só eu sei que você faz.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

mármore, ossos e sangue



Quand je me nourrir, me détruire

Atravesso toda a porcelana que tende a te roubar de mim. A carne triturada sangrando por ossos intactos,banhando meu mármore de saliência genética.
Coloco-me diante daquele espelho reverso, vomitando as borboletas que me repudiam ao tentar ser livre.
Até então ainda tenho meus sonhos me segurando pelas mãos e me jogando adiante, as vezes para o céu azul de domingo, outras para o vácuo.
Fitas vermelhas são capazes de medir a distancia do meu coração e da minha razão, mas não são capazes de me fazerem melhor.
Minha alma rejeita restos, dissipa tudo e qualquer coisa que se aproxime.
Minhas piruetas balançam, eu tremo na base, e na ponta ... despenco.Minhas dificuldades não estão apenas restritas à execução de passos. Passo a ter dificuldade de respirar, de sentir a minha musica.Fico surda, fico muda e consequentemente, cega.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

confusão, melancolia, cólera e fastio.

o que acontece com pessoas embreagadas por querer

O que na verdade passa ,a gente aceita,ou finge aceitar. Quer aceitar, mas não consegue.
Você não consegue porque na verdade ninguém quer aceitar, ninguém quer aceitar que o amor acabou, que o verão passou, e que tudo o que sobrou foram as cinzas do norte, o vento gelado que sopra aos ouvidos toda a cor que o clarão da manhã levou.
As marcas de solidão estampadas no corpo, de roxo à roxo.
A memoria ardente, sedenta, melancólica.
Minh'alma eternizando os farrapos do que um dia eu chamei de coração, ele por sua vez representando o fatídico papel de ser o que se é.
E todas as ondas que me causam enjoo, nas subidas e decidas da vida.

Veracidade

para: uma pessoa que não aprendeu a me amar

Você ai e esse remorso, que chega até aqui.
Deixe-o para traz, não se culpe pela sombra que esta dividindo meu coração.Não se culpe pelo medo plantado com espinhos fincados.Não se culpe pela minha cor.Não se culpe pelo fogo congelado, pelo ar reprimido e devastado.Não se culpe.Não se
preocupe.Ou pelo menos, deixe-me imaginar que uma coisa eu herdei de você, o cinismo