segunda-feira, 20 de dezembro de 2010


Eu estava sentado no banco de uma praça qualquer. O único som que ouvia era o de meu coração trincando em pedaços e o som do sangue que corria em minhas veias.Então senti seu cheiro, delirei ao pensar que era só a brisa roçando meus instintos, mas não, era ela.Se aproximou e teve a ousadia de sentar perto de mim.Então falou:
_Qual é o seu problema?
_Você não entenderia
_Eu posso tentar.
_Hum, são meus olhos.
Houve uma pausa, ela sabia o que eu queria dizer,mas não fugiu, continuou ali, atenta.Uma lágrima caiu e vendo que eu não continuaria perguntou.
_O que aconteceu com seus olhos?
_Eles não conseguem mais viver sem os seus.
Disse, quase sem dizer, minha voz nem se ouvia.Ela não continuaria a falar mas nada, nem pudera.Me levantei e segui em frente, mas com ela deixei um pedaço do meu coração e uma carta onde eu dizia o quanto a amei, e o quanto a amaria, mesmo sem ser correspondido.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Talvez, só talvez, eu tenha pirado mesmo. Mas dizem que as melhores pessoas são assim ... piradas.
Mas, eu não sou uma das melhores pessoas. Sou (?) não, eu sou chata, nervosa, e petulante demais.
Sou assim, frenética e robusta. Quando
alguém esta perto, eu sumo, depois só me encontro na escuridão do meu quarto, sozinha.
Mas ninguém me conhece tão bem quanto eu mesma. Não, nem eu me conheço, chego até a me achar outra pessoa, uma desconhecida qualquer.
E
magina, eu não sou confusa. Pelo menos tenho certeza de muitas coisas. Como ... sorvete, eu gosto de sorvete, mas engorda, então parei.
Também tenho certeza de outra coisa, mas se refere a pessoas e ossos e carnes. Então não digo
As vezes eu queria morrer, morrer de rir, deve ser uma coisa feliz, se é que me entende.
Mas eu não posso morrer agora, tenho muita coisa pra arrumar, consertar e dizer.
E eu quero dizer também, que eu não bebo, nem fumo. Estou
consciente do que falo, ou escrevo, ou digo e penso.
E com isso me
despeço, pelo menos daqui, por que como disse, ainda não posso me despedir de tudo e todos . Um beijo

domingo, 12 de dezembro de 2010

É só uma criança tentando infrentar seus demonios, quanto mais ela grita, mais satisfação eles teem.
Não vai adiantar ela fugir, eles vão persegui-la, vão devora-la
Os fantasmas querem a sua alma, e ninguém vai ajuda-la, ninguem quer ajuda-la.
Ela vê a mentira em seus olhos, ela vê o quanto você se esconde atras de mascaras, o quanto você tenta controla-la, ela vê o quanto você só quer se aproveitar, mas não consegue fugir, eles a cercam e são mais fortes.
Parem de invenena-la, ela vai morrer no meio de tantas frustações!