sábado, 14 de janeiro de 2012

O sadico e a masoquista

O vazio soprou ao meu ouvido que eu estava prestes a te perder, gritou indulgências ordenando ao meu espírito para que eu te esquecesse, me puniu por um amor tão nobre dizendo que você jamais seria meu.
Senti uma saudade dominadora, que veio lá do fundo, fluindo e me rasgando por dentro.
Me silenciou com a prisão da sua falta, roubou a minha autonomia, meu orgulho ... me tornei uma vitima complacente do seu amor.
Seu olhar me secou, mas seu beijo sempre foi a minha anestesia.Fui submissa e fiel aos seus desejos,e você foi a minha única vontade.
Fui vivendo essa paixão barroca, essa perversão, essa pulsação dominadora .. essa vontade de te ter pra mim.Fui morrendo, me matando, te querendo, enlouquecendo.
Minhas ilusões enclausuráveis fizeram de mim uma ironia da arrogância, eclipsaram meus olhos fugindo da verdade e me fazendo crer que seriamos em fim o casal perfeito: O sádico e a masoquista.

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