Eu pensava que toda dor tinha uma dosagem certa, para doer, mas depois te aliviar. Pensava que toda lagrima caia e secava.
Pensava que o amor era capaz de resistir a tudo e que a confiança era a sua base.
Pensava e queria que o mundo fosse igual nos meus sonhos e as coisas fossem menos complicadas. As maguas fossem menores, e somando as coisas boas vividas fossem todas um dia curadas e esquecidas.
Eu pensava que todo mundo era capaz de sentir como eu, de amar, mas amar de um jeito puro. Pensava que as pessoas eram capaz de amar, e amar-se.
Pensava que eu era feliz, até enxergar-me de verdade e perceber que não merecia nem o sorriso que pintava as vezes em meu rosto, por luxuria.Pensava que quem criava os monstros era eu, e que eu podia destruí-los todos de uma vez, com um golinho de segurança.
E eu jurava que jamais ia desistir de mim, mas olhem só... as coisas já não são mais as mesmas. Sinto que eu mesma me trai, me deixei jogada por ai em alguma estrada e pior que isso tudo, é saber que seja la quem eu tenha sido já não faz a menor diferença. Seja la tudo o que tenha acontecido, acabei me resumindo a isso, clandestina em minha própria vida.
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