quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Iris


Eu vi você sumir nas garras do destino, enquanto fui surrada por lembranças tão vivas quanto a maré de dor que me engolia. Me afoguei em um mar de lagrimas, e senti meu coração diminuir a cada batida em que percebia que a sua respiração não estava mais aqui.
Senti meu corpo tremer, a carne fraquejar, enquanto a saudade gritava em meu ouvido, enquanto tudo girava e eu via o seu rosto em todos os lugares, enquanto criava a ilusão de ter o seu abraço mais uma vez.
Adoeci e fui empobrecendo, admitindo pra mim mesma o quão ingênua fui, me justificando por ter me moldado em você e tirado de mim, ate mesmo o prazer de ser.
Não houve tortura maior do que não te ter por perto.
Meu paraíso, que de tanto querer em minhas mãos não tive nem em minhas vertigens.
E quem vai me salvar agora? Qual a cura pra dor que eu mesma causei qual a cura por não ter o que me pertence?
Eu desistiria da minha vida pra viver a sua, lutaria por você com as forças que não guardo nem em mim. Mas você não. E a única coisa que poderia me deter era isso, saber que de você eu nunca tive nem a amizade.

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