O corpo cansado, e os ossos triturados, raspando contra a pele e dissipando dor. Levanto-me mais uma vez para ver o dia e encarar a vida como quem encara o holocausto, mais um dia aprisionada em mim mesma.
Pulando de uma cama para outra, de palavras vazias para corpos insatisfeitos, para a injustiça feita comigo mesma.Espalhando vazio, e contraindo marcas eternas.
Destruindo-me e falecendo, me tornando eterna amante da dor, sobrevivendo apenas das subordinações.
Deixando transparecer apenas a falsa ilusão de perfeição, ser um sonho e ter um pesadelo entre a realidade e a imaginação. Uma tristeza desonesta, viciosa, janota.
Ser e não ser, e só ter a certeza de que você vem e volta, sozinho.
Resguardar-me nas lembranças, puro suicídio, ingratidão de quem tem tudo, mas não deseja nada.
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